A DIALÉTICA DO ESCLARECIMENTO – por Theodor W. Adorno e Max Horkheimer

RESUMO DOS CAPÍTULOS


1: O Conceito de Esclarecimento

4: A Indústria Cultural: O Esclarecimento como Mistificação das Massas


INTRODUÇÃO


A Dialética do Esclarecimento (Dialektik der Aufklarüng):

A “Dialética do Esclarecimento” foi escrita em 1947 e representa a obra fundamental da chamada “teoria crítica” das ciências sociais, sendo seus autores, Adorno e Horkheimer, pertencentes à primeira geração da “Escola de Frankfurt” – que se caracteriza pelo pensamento crítico e altamente reflexivo a respeito da sociedade moderna.

Significado do termo Aufklarüng:

Em Adorno e Horkheimer, o termo é usado para designar o processo de “desencantamento do mundo”, pelo qual as pessoas se libertam do medo de uma natureza desconhecida, à qual atribuem poderes ocultos para explicar seu desamparo em face dela. Por isso mesmo, o esclarecimento de que falam não é, como o iluminismo, ou a ilustração, um movimento filosófico ou uma época histórica determinados, mas o processo pelo qual, ao longo da história, os homens se libertam das potências míticas da natureza, ou seja, o processo de racionalização que prossegue na filosofia e na ciência. (A.H.: Nota Preliminar do Tradutor, pág. 7 e 8)

O que os autores se propunham ao escrever a obra:

O que nos propuséramos era, de fato, nada menos do que descobrir por que a humanidade, em vez de entrar em um estado verdadeiramente humano, está se afundando em uma nova espécie de barbárie. (A.H.: Prefácio, pág. 11)

 


1: O Conceito de Esclarecimento


Neste capítulo os autores fazem uma análise crítica do que seria o lado obscuro do “esclarecimento” não revelado pelo iluminismo e pelo sonho prometido pelo racionalismo.

Substituição do Mito, o Desencantamento e a Dominação da Natureza: O “esclarecimento” promovido pelo racionalismo, através das descobertas científicas, desmistificou os mitos que antes explicavam e dava razão aos fenômenos da natureza que ainda não eram compreendidos pelo homem. A natureza, agora explicada, destituída o mito, mas em seu lugar, o conhecimento promovido pelo conhecimento científico, que no lugar de explicar e ajudar a entender os fenômenos da natureza, tomava o lugar dos mitos: o “saber científico” se tornava o único conhecimento aceitável socialmente. Por sua vez, tudo o que não podia ser racionalmente explicado ou quantificado, era então “empurrado” para a religião ou colocado à margem da sociedade.

No sentido mais amplo do progresso do pensamento, o esclarecimento tem perseguido sempre o objetivo de livrar os homens do medo e de investi-los na posição de senhores. Mas a terra totalmente esclarecida resplandece sob o signo de uma calamidade triunfal. O programa do esclarecimento era o desencantamento do mundo. Sua meta era dissolver os mitos e substituir a imaginação pelo saber. (A.H.: Cap. 1. pág. 19)

Para o esclarecimento, aquilo que não se reduz a números e, por fim, ao uno, passa a ser ilusão: o positivismo moderno remete-o para a literatura. (A.H.: Cap. 1. pág. 23)

Este “saber” enquanto mito entretanto, também tinha outros propósitos. Ao mesmo tempo em que explicava a natureza, dominava-a para dela fazer uso e produzir riquezas. O homem, como parte da natureza, tornava-se também mais uma peça a ser dominada e utilizada por aqueles que dominavam o saber científico e o utilizavam para muito mais para fins econômicos e exploratórios do que para o avanço e progresso da ciência em si. O crescimento econômico promovido pelo consumo, ao mesmo tempo em que regulava algumas injustiças sociais – nivelando as condições básicas de vida entre os membros de uma sociedade – o fazia muito mais por necessidade de se estabelecer condições que assegurassem a produção, consumo e a geração de riquezas para poucos, do que propriamente para fins sociais e de promoção do bem comum da sociedade.

O mito converte-se em esclarecimento, e a natureza em mera objetividade. O preço que os homens pagam pelo aumento de seu poder é a alienação daquilo sobre o que exercem o poder. O esclarecimento comporta-se com as coisas como o ditador se comporta com os homens. Este conhece-os na medida em que pode manipulá-los. O homem de ciência conhece as coisas na medida em que pode fazê-las. É assim que seu em-si torna para-ele. Nessa metamorfose, a essência das coisas revela-se como sempre a mesma, como substrato à da dominação. (A.H.: Cap. 1. pág. 24)

Não é apenas o esclarecimento do século dezoito que é irresistível, como atestou Hegel, mas (e ninguém sabia melhor do que ele) o movimento do próprio pensamento. Tanto o mais superficial quanto o mais profundo discernimento já contêm o discernimento de sua distância com relação à verdade que faz do apologeta um mentiroso. O paradoxo da fé acaba por degenerar no embuste, no mito do século vinte, enquanto sua irracionalidade degenera na cerimônia organizada racionalmente sob o controle dos integralmente esclarecidos e que, no entanto, dirigem a sociedade em direção à barbárie. (A.H.: Cap. 1. pág. 33)

O racionalismo portanto, juntamente com o “esclarecimento” que teoricamente colocou o homem como senhor de si ao dominar o conhecimento sobre a natureza (mas que na verdade colocou alguns poucos como senhores de muitos), passou a ser utilizado como instrumento para estabelecer um círculo de dominação, desviando o propósito original do progresso para o bem comum prometido pelo racionalismo, para garantir a riqueza daqueles poucos que dominavam as técnicas científicas que, utilizadas de forma instrumental, promoveriam a produção e o consumo em escala daquelas muitos também teoricamente “esclarecidos”.

O trabalho social de todo indivíduo está mediatizado pelo princípio do eu na economia burguesa; a um ele deve restituir o capital aumentado, a outro a força para um excedente de trabalho. Mas quanto mais o processo da auto conservação é assegurado pela divisão burguesa do trabalho, tanto mais ele força a auto alienação dos indivíduos, que têm que se formar no corpo e na alma segundo a aparelhagem técnica. Mas isso, mais uma vez, é levado em conta pelo pensamento esclarecido: aparentemente, o próprio sujeito transcendental do conhecimento acaba por ser suprimido como a última reminiscência da subjetividade e é substituído pelo trabalho tanto mais suave dos mecanismos automáticos de controle. A subjetividade volatizou-se na lógica de regras de jogo pretensamente indeterminadas, a fim de dispor de uma maneira ainda mais desembaraçada. O positivismo — que afinal não recuou nem mesmo diante do pensamento, essa quimera tecida pelo cérebro no sentido mais liberal do termo 84 — eliminou a última instância intermediária entre a ação individual e a [ norma social. O processo técnico, no qual o sujeito se coisificou após sua eliminação da consciência, está livre da plurivocidade do pensamento mítico bem como de toda significação em geral, porque a própria razão se tornou um mero adminículo da aparelhagem econômica que a tudo engloba. Ela é usada como um instrumento universal servindo para a fabricação de todos os demais instrumentos. Rigidamente funcionalizada, ela é tão fatal quanto a manipulação calculada com exatidão na produção material e cujos resultados para os homens escapam a todo cálculo. Cumpriu-se afinal sua velha ambição de ser um órgão puro dos fins. (A.H.: Cap. 1. pág. 42)

O homem “esclarecido” enfim, torna-se escravo em um sistema que estabelece suas necessidades, das quais ele se torna uma peça, juntamente com a natureza, para produzir e atender essas necessidades, melhorando sua condição básica de vida (que na verdade é necessária para assegurar o funcionamento do próprio sistema) mas, em contrapartida, assegurando a riqueza de alguns, no sentido de fazer uso das técnicas científicas para manutenção do sistema que ele mesmo criou quando vislumbrou o uso instrumental da razão para obtenção de riquezas.

 


4: A Indústria Cultural: O Esclarecimento como Mistificação das Massas


Neste capítulo os autores explicam o conceito por eles criados que possibilita enxergar os limites dos braços da dominação do homem pelo próprio homem.

O círculo de dominação ainda não estava completo. Controlar o que o homem consumia em termos de necessidades básicas para assegurar uma condição de vida compatível com o papel que o mesmo desempenhava dentro do sistema ainda não era suficiente. Era necessário também controlar e ditar o que o homem precisava consumir em seu tempo livre, como entretenimento.

Um dos braços do racionalismo instrumental promoveu o desenvolvimento dos meios de comunicação e entretenimento, que, tão logo, passaram a ser utilizados para produção de bens culturais voltados para a produção e consumo em massa, visando novamente o lucro daqueles que dominavam os meios tecnológicos de produção destes bens culturais.

Sob o poder do monopólio, toda cultura de massas é idêntica, e seu esqueleto, a ossatura conceituai fabricada por aquele, começa a se delinear. Os dirigentes não estão mais sequer muito interessados em encobri-lo, seu poder se fortalece quanto mais brutalmente ele se confessa de público. O cinema e o rádio não precisam mais se apresentar como arte. A verdade de que não passam de um negócio, eles a utilizam como uma ideologia destinada a legitimar o lixo que propositalmente produzem. Eles se definem a si mesmos como indústrias, e as cifras publicadas dos rendimentos de seus diretores gerais suprimem toda dúvida quanto à necessidade social de seus produtos. 

[…]

O fato de que milhões de pessoas participam dessa indústria imporia métodos de reprodução que, por sua vez, tornam inevitável a disseminação de bens padronizados para a satisfação de necessidades iguais. O contraste técnico entre poucos centros de produção e uma recepção dispersa condicionaria a organização e o planejamento pela direção. Os padrões teriam resultado originariamente das necessidades dos consumidores: eis por que são aceitos sem resistência. De fato, o que o explica é o círculo da manipulação e da necessidade retroativa, no qual a unidade do sistema se torna cada vez mais coesa. (A.H.: Cap. 1. pág. 114)

Algumas características da indústria cultural:

  • ampliação do acesso em massa aos bens culturais;
  • homogeneização da população, por meio da padronização dos bens culturais produzidos e consumidos;
  • utilização da mídia como instrumento de controle que determina os bens culturais que serão produzidos e consumidos;
  • alienação dos indivíduos, que acabam por consumir bens culturais pré-determinados pelo sistema;

A indústria cultura serve não somente à produção de riquezas para os donos dos meios de produção de bens culturais, mas servem uma uma pequena peça de um sistema muito maior de dominação de produção e consumo ditos “essenciais”. O “essencial” não é mais algo determinado pela necessidade do indivíduo que consome, mas por uma necessidade “produzida” pelos bens culturais que, instrumentalmente, levam o indivíduo a acreditar estar consumindo algo “essencial” quando na verdade não o é.

Se, em nossa época, a tendência social objetiva se encarna nas obscuras intenções subjetivas dos diretores gerais, estas são basicamente as dos setores mais poderosos da indústria: aço, petróleo, eletricidade, química. Comparados a esses, os monopólios culturais são fracos e dependentes. Eles têm que se apressar em dar razão aos verdadeiros donos do poder, para que sua esfera na sociedade de massas — esfera essa que produz um tipo específico de mercadoria que ainda tem muito a ver com o liberalismo bonachão e os intelectuais judeus — não seja submetida a uma série de expurgos.  (A.H.: Cap. 1. pág. 115)

[…]

Para o consumidor, não há nada mais a classificar que não tenha sido antecipado no esquematismo da produção. (A.H.: Cap. 1. pág. 117)

[…]

A violência da sociedade industrial instalou-se nos homens de uma vez por todas. Os produtos da indústria cultural podem ter a certeza de que até mesmo os distraídos vão consumi-los alertamente. Cada qual é um modelo da gigantesca maquinaria econômica que, desde o início, não dá folga a ninguém, tanto no trabalho quanto no descanso, que tanto se assemelha ao trabalho. É possível depreender de qualquer filme sonoro, de qualquer emissão de rádio, o impacto que não se poderia atribuir a nenhum deles isoladamente, mas só a todos em conjunto na sociedade. Inevitavelmente, cada manifestação da indústria cultural reproduz as pessoas tais como as modelou a indústria em seu todo. (A.H.: Cap. 1. pág. 119)

[…]

A análise feita há cem anos por Tocqueville verificou-se integralmente nesse meio tempo. Sob o monopólio privado da cultura “a tirania deixa o corpo livre e vai direto à alma. O mestre não diz mais: você pensará como eu ou morrerá. Ele diz: você é livre de não pensar como eu: sua vida, seus bens, tudo você há de conservar, mas de hoje em diante você será um estrangeiro entre nós” 12. Quem não se conforma é punido com uma impotência econômica que se prolonga na impotência espiritual do individualista. Excluído da atividade industrial, ele terá sua insuficiência facilmente comprovada. (A.H.: Cap. 1. pág. 125)

[…]

A indústria cultural não cessa de lograr seus consumidores quanto àquilo que está continuamente a lhes prometer. A promissória sobre o prazer, emitida pelo enredo e pela encenação, é prorrogada indefinidamente: maldosamente, a promessa a que afinal se reduz o espetáculo significa que jamais chegaremos à coisa mesma, que o convidado deve se contentar com a leitura do cardápio. Ao desejo, excitado por nomes e imagens cheios de brilho, o que enfim se serve é o simples encômio do quotidiano cinzento ao qual ele queria escapar. (A.H.: Cap. 1. pág. 130-131)

[…]

O princípio impõe que todas as necessidades lhe sejam apresentadas como podendo ser satisfeitas pela indústria cultural, mas, por outro lado, que essas necessidades sejam de antemão organizadas de tal sorte que ele se veja nelas unicamente como um eterno consumidor, como objeto da indústria cultural. Não somente ela lhe faz crer que o logro que ela oferece seria a satisfação, mas dá a entender além disso que ele teria, seja como for, de se arranjar com o que lhe é oferecido. A fuga do quotidiano, que a indústria cultural promete em todos os seus ramos, se passa do mesmo modo que o rapto da moça numa folha humorística norte-americana: é o próprio pai que está segurando a escada no escuro. A indústria cultural volta a oferecer como paraíso o mesmo quotidiano. Tanto o escape quanto o elopement21 estão de antemão destinados a reconduzir ao ponto de partida. A diversão favorece a resignação, que nela quer se esquecer. (A.H.: Cap. 1. pág. 133)

[…]

Mas a afinidade original entre os negócios e a diversão mostra-se em seu próprio sentido: a apologia da sociedade. Divertir-se significa estar de acordo. Isso só é possível se isso se isola do processo social em seu todo, se idiotiza e abandona desde o início a pretensão inescapável de toda obra, mesmo da mais insignificante, de refletir em sua limitação o todo. Divertir significa sempre: não ter que pensar nisso, esquecer o sofrimento até mesmo onde ele é mostrado. A impotência é a sua própria base. É na verdade uma fuga, mas não, como afirma, uma fuga da realidade ruim, mas da última ideia de resistência que essa realidade ainda deixa subsistir. A liberação prometida pela diversão é a liberação do pensamento como negação. O descaramento da pergunta retórica: “Mas o que é que as pessoas querem?” consiste em dirigir-se às pessoas como sujeitos pensantes, quando sua missão específica é desacostumá-las da subjetividade. Mesmo quando o público se rebela contra a indústria cultural, essa rebelião é o resultado lógico do desamparo para o qual ela própria o educou. (A.H.: Cap. 1. pág. 135)

[…]

A felicidade não deve chegar para todos, mas para quem tira a sorte, ou melhor, para quem é designado por uma potência superior — na maioria das vezes a própria indústria do prazer, que é incessantemente apresentada como estando em busca dessa pessoa.  (A.H.: Cap. 1. pág. 136)

[…]

De fato, o que se desenvolve atualmente é uma espécie de Estado de bem-estar social em grande escala. Para afirmar sua própria posição, as pessoas conservam em movimento a economia na qual, graças à técnica extremamente desenvolvida, as massas do próprio país já são, em princípio, supérfluas enquanto produtoras. Os trabalhadores, que são na verdade aqueles que provêm a alimentação dos demais, são alimentados, como quer a ilusão ideológica, pelos chefes econômicos, que são na verdade os alimentados. A posição do indivíduo torna-se assim precária. No liberalismo, o pobre era tido como preguiçoso, hoje ele é automaticamente suspeito. (A.H.: Cap. 1. pág. 141)

[…]

A cultura sempre contribuiu para domar os instintos revolucionários, e não apenas os bárbaros. A cultura industrializada faz algo a mais. Ela exercita o indivíduo no preenchimento da condição sob a qual ele está autorizado a levar essa vida inexorável. O indivíduo deve aproveitar seu fastio universal como uma força instintiva para se abandonar ao poder coletivo de que está enfastiado. Ao serem reproduzidas, as situações^ desesperadas que estão sempre a desgastar os espectadores em seu dia-a-dia tornam-se, não se sabe como, a promessa de que é possível continuar a viver. Basta se dar conta de sua própria nulidade, subscrever a derrota — e já estamos integrados. A sociedade é uma sociedade de desesperados e, por isso mesmo, a presa de bandidos. (A.H.: Cap. 1. pág. 143)

[…]

O princípio da individualidade estava cheio de contradições desde o início. Por um lado, a individuação jamais chegou a se realizar de fato. O caráter de classe, da auto conservação fixava cada um no estágio do mero ser genérico. Todo personagem burguês exprimia, apesar de seu desvio e graças justamente a ele, a mesma coisa: a dureza da sociedade competitiva. O indivíduo, sobre o qual a sociedade se apoiava, trazia em si mesmo sua mácula; em sua aparente liberdade, ele era o produto de sua aparelhagem econômica e social. (A.H.: Cap. 1. pág. 145)

[…]

A cultura é uma mercadoria paradoxal. Ela está tão completamente submetida à lei da troca que não é mais trocada. Ela se confunde tão cegamente com o uso que não se pode mais usá-la. É por isso que ela se funde com a publicidade. Quanto mais destituída de sentido esta parece ser no regime do monopólio, mais todo-poderosa ela se torna. Os motivos são marcadamente econômicos. Quanto maior é a certeza de que se poderia viver sem toda essa indústria cultural, maior a saturação e a apatia que ela não pode deixar de produzir entre os consumidores. Por si só ela não consegue fazer muito contra essa tendência. A publicidade é seu elixir da vida.  (A.H.: Cap. 1. pág. 151)

[…]

A repetição cega e rapidamente difundida de palavras^ designadas liga publicidade à palavra de ordem totalitária. O tipo de “experiência que personalizava as palavras ligando-as as pessoas que as pronunciavam foi esvaziado, e a pronta apropriação das palavras faz com que a linguagem assuma aquela frieza que era própria dela apenas nos cartazes e na parte de anúncios dos jornais., Inúmeras pessoas usam palavras locuções que elas ou não compreendem mais de todo, ou empregam segundo seu valor behaviorista, assim como marcas comerciais, que acabam por aderir tanto mais compulsivamente a seus objetos quanto menos seu sentido linguístico é captado. (A.H.: Cap. 1. pág. 155)

 

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